Biblioteca Popular, 24 de setembro: PET/Educação presente

A PATUSCADA - Biblioteca Popular organiza, mais uma vez, a Festa de Rua Patuscada. É este sábado, 24/09, às 16 horas, na Rua Conde de Porto Alegre, esquina Santa Tecla.

O convite foi ao ALFABETA – grupo de leitura literária criado na Faculdade de Educação em 2004 e que tem como foco a leitura literária para crianças. Apoiado pelo PET/Educação, o grupo é composto por diferentes personagens dos contos infantis e gosta, e muito, de ler.
Assim, a partir das 16 horas, bruxas, fadas, madrastas e vovós mais a Chapeuzinho Vermelho e a Branca de Neve estarão lá para ler, brincar, rir e imaginar.
Não perca a festa!

Feira das Profissões: PET/Educação presente!

          O PET/Educação estará entre os demais grupos PET da UFPel na Feira das profissões.
Ela ocorre no dia 15 de outubro, nas dependências do Desafio Pré-Vestibular e é aberta a toda a comunidade.
O objetivo é divulgar, para estudantes que ainda não acessaram o ensino superior, quais são e o que objetivam parte dos cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado oferecidos pela Universidade Federal de Pelotas.
Participe!

7º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil: PET/Educação presente!

          O Grupo PET/Educação aprovou três trabalhos a serem apresentados no 7º Seminário de Literatura Infantil e Juvenil e II Seminário Internacional de Literatura Infantil e Juvenil e Práticas de Mediação Literária, que ocorrerá em Florianópolis, em 26, 27 e 28 de setembro. Representando o GELL – Grupo de Estudos em Leitura Literária – os trabalhos estão sendo desenvolvidos em 2016 com o apoio do grupo PET/Educação, que tem na formação do leitor literário, um de seus objetivos primordiais.
               Os trabalhos aprovados que serão apresentados foram:
1.      BIBLIOTECA NA ESCOLA: ESPAÇO E ACERVO 
Autores: Ieda Maria Kurtz de Azevedo
Orientadora: Drª Cristina Maria Rosa
Resumo: No trabalho relatamos e analisamos o impacto, na formação de professores, de um processo de recuperação física do espaço interno de uma biblioteca escolar. Tendo como foco o tratamento ao acervo e seu posterior uso na/pela escola, as ações estão sendo desenvolvidas em 2016, a convite da direção e inseridas no Projeto de Extensão Leitura Literária na Escola (FaE/UFPel, 2010-2019). O objetivo maior é a disponibilização de um ambiente autogestionado, ou seja, de uso do acervo e espaço sem necessidade de mediadores full time. Apoiados em pesquisas sobre a leitura, o livro e a literatura realizadas por pesquisadores como Meireles (1951), Abramovich (1997), Campelo (2002), Zilberman (2003) e Souza e Feba (2011), consideramos que a leitura de diferenciados gêneros é fundamental na formação de qualquer criança, especialmente quando observamos que parte das famílias não dispõe de repertório, acervos ou práticas que antecipem ou substituam as práticas escolares de acesso e uso do livro. A metodologia empregada na recuperação física do espaço interno da biblioteca contou com: 1) observação e medição do espaço e móveis; 2) recuperação de paredes, móveis e utensílios; 3) elaboração de planta com a disposição dos móveis/utensílios em espaços circunscritos; 4) execução; 5) reavaliação durante o processo. Para o segundo momento do projeto está previsto o tratamento ao acervo e seu posterior uso na/pela escola. Para tal, ações de leitura das obras, organização em gêneros e em espaços e proposição de uma política de uso sem mediador serão desencadeadas. Para os adultos responsáveis pelo espaço e acervo – a direção da escola e seus professores – estão sendo pensadas ações de formação em que temas como o livro, sua história na cultura escrita e sua importância na escola estejam inseridas.
2.     BRINCAR COM PALAVRAS: A POESIA NA SALA DE AULA
Autora: Tamires Machado.
Orientadora: Drª Cristina Maria Rosa
Resumo: No trabalho apresentamos a proposição e parte do desenvolvimento de uma experiência – curso de formação de professores – que tem como tema central a poesia, entendida como meio para despertar sensibilidades que redimensionam a vida. Com duração de 10 semanas e tendo como metodologia uma aula por semana, os textos e atividades são recebidos por e-mail e enviados ao proponente, o poeta Luis Camargo, que os redimensiona e partilha com todos, também via e-mail. Tendo iniciado dia 18 de abril de 2016, entre os temas propostos estão: Encontro com a poesia, aula cujo objetivo abordar conceitos de poesia e de poema; A música das palavras, que intenciona mostrar que o poema é um tipo de texto que valoriza a música das palavras por meio de recursos como ritmo e rima, entre outros; Imagens que os versos sugerem, que aborda o poema como texto que instiga a transformar versos em imagens; O jogo com o significado das palavras, que mostra o poema como tipo de texto que cria jogos com os significados das palavras; Quem fala? Aula que explora o conceito de voz poética ou eu lírico; Alguns tipos de poema, aula na qual quadrinha, haicai, limerique, entre outros serão estudados e Gêneros híbridos, aula na qual cordel, canção e poesia visual serão estudados. Os dois temas finais do curso serão: A poesia infantil no Brasil e Como planejar, realizar, registrar e avaliar uma unidade de leitura sobre poesia. Em parceria com o ilustrador e poeta Luis Camargo, o curso foi proposto pelo GELL – Grupo de Estudos em Leitura Literária e pela Sala de Leitura Erico Verissimo. Integra o Projeto de Extensão Leitura Literária na Escola que é desenvolvido na Faculdade de Educação (UFPel).
3.     ALFABETIZAÇÃO LITERÁRIA DE BEBÊS: OLHAR, ESCUTAR, FOLHEAR, LER.
Autora: Cristina Maria Rosa
Resumo: No trabalho apresento os primeiros resultados de pesquisa que registra um processo de alfabetização literária de uma bebê. Prestes a completar um ano, Júlia folheia com desenvoltura livros que podem estar em suas mãos ou sobre uma mesa e, diante deles, balbucia enfaticamente, “lendo em voz alta”. Sua iniciação foi no Tablet e, aos dois meses, seu dedinho em riste já se deslocava da esquerda para a direita, para “trocar” de tela. Logo depois, com ações deliberadas e orientadas, a mãe apresentou-lhe a leitura literária. Inicialmente, Júlia tentou usar o mesmo mecanismo: trocar de tela/página com o dedo. Aos cinco meses, sentada, já segurava o livro entre as mãos. Aos seis, em uma interação em espaço não habitual e sentada, indicou ser capaz de manter um livro entre as mãos, sorrindo e sem ajuda. Desejou folheá-lo, o que conseguiu quando no colo de um adulto. Nesse mesmo dia, ouviu a narrativa observando atentamente as imagens além de voltar-se, mais de uma vez, para a leitora, em busca da origem da voz que ouvia. A alfabetização literária (apresentação do impresso, frequência, tipo, formato, manuseio) e o registro dos resultados (fotos, filmagens e diário de campo), integram a metodologia, iniciada com observação atenta e complementada com intervenções planejadas e constantes. O registro produziu uma narrativa conceitual (descrição de atitudes e aquisições mentais, procedimentais e culturais) que está sendo elaborada na medida em que ocorre. A investigação se estenderá de 06/2015 a 05/2018. O objetivo é observar e registrar atitudes espontâneas – os “atos embrionários de leitura” (JUNQUEIRA, 2015) – e habilidades adquiridas – “rudimentos de um comportamento leitor” (ROSA, 2014). Entre as questões que me inquietam: Houve manifestações orais e/ou gestuais quando da apresentação dos primeiros livros? Houve preferência quanto a formatos, títulos, gêneros, autores e/ou enredos de livros? Houve mudança de atitude (pegar, abraçar, por na boca, rasgar, segurar, folhear, ler) com relação ao artefato?
Para mais informações, acesse o Link do seminário: http://www.slij.com.br/


Salão Universitário da UCPel: PET/Educação presente!!!

Em outubro de 2016, entre os dias 25 e 28, ocorrerá, na UCPel, um interessante evento que se propõe a discutir práticas de iniciação científica, pesquisa e extensão; é o Salão Universitário da Universidade Católica de Pelotas. O PET/Educação estará lá, com quatro trabalhos selecionados. Leia os resumos aprovados pelas bolsistas Rafaela Camargo, Maiara Kringel, Tamires Goulart e Tamires Machado, apresentados aqui por ordem alfabética de título:
BIBLIOTECA ESCOLAR: AMBIENTE DE LEITURA, PRESENÇA, PERMANÊNCIA.
Pesquisadora: Rafaela Camargo
Orientadora: Drª. Cristina Maria Rosa
No trabalho apresento reflexões sobre a importância de ambientar o espaço da biblioteca escolar tornando-o agradável e acolhedor à leitura e à formação do leitor. O tema surgiu a partir de experiências que o GELL – Grupo de Estudos em Leitura Literária da FaE/UFPel – tem adquirido ao propor e realizar uma reforma na biblioteca de uma escola pública em um dos bairros da cidade de Pelotas. O foco foi conhecer, entre usuários, a influência do ambiente (delimitação de espaços internos, iluminação, mobiliário, cores e adereços) no desejo de frequentar a biblioteca. Fundada em princípios da pesquisa qualitativa, inicialmente cerquei o assunto em sites – Scielo e Google Acadêmico, utilizando palavras-chave (biblioteca escolar, reforma de biblioteca e políticas públicas de leitura, entre outras). Raros, selecionei os mais próximos e os li. Tendo como foco conhecer, entre usuários, a influência do ambiente no desejo de frequentar a biblioteca, os demais procedimentos foram: a) elaboração de questões abertas sobre o espaço e o ambiente; b) realização das entrevistas com um grupo de estudantes, com diretora e vice da escola, visitantes e universitários envolvidos; c) degravação e análise das entrevistas; d) leitura dos relatórios (fotográfico e documental) da reforma; e) captura e citação de recortes do que foi dito ou escrito; f) escrita das conclusões.
Resultados e Discussões: Ao ser convidado a organizar o acervo da Biblioteca da Escola, em especial do espaço infantil, o GELL esperava, “encontrar uma sala com armários e prateleiras repletos de livros que precisaríamos apenas classificar e guardar novamente”, de acordo com a bolsista Ieda Kurtz (in: ROSA, 2016). No entanto, a situação era bem diferente do esperado. Na sala, um entulho de armários, cadeiras, móveis destruídos e inservíveis haviam sido agrupados no centro, para que as paredes fossem pintadas. A partir dessa primeira constatação, o grupo sentiu necessidade de transformar o espaço. A pergunta formulada foi: Como organizar e tornar o local atrativo aos alunos? Em uma primeira reunião, ideias e um plano de intervenção animaram a equipe que, daquele dia em diante, empreendeu esforços no sentido de transformar a sala em uma biblioteca: um espaço em que os estudantes gostassem de estar. A partir das intervenções, a curiosidade foi conhecer, entre os usuários, as percepções sobre a “reforma”. Para a Diretora da escola, o espaço em construção é bem diferente da antiga biblioteca, que tinha um ambiente pouco atrativo onde “ninguém tinha vontade de entrar”. Só o faziam “quando era estritamente necessário, porque era uma coisa que tu não te sentia bem ali”. Na reforma da sala destinada à biblioteca, além da organização do espaço, o GELL está reformando estantes e cadeiras, decorando e pintando os espaços criados para que fiquem atrativos: à leitura, à presença, à permanência. Os alunos que foram convidados a opinar sobre o andamento da obra e as mudanças aparentes em julho de 2016, demonstraram agrado diante do que viram e indicaram ansiedade para poder frequentá-la. Para o grupo de universitários envolvidos na transformação, a biblioteca escolar tem como objetivo formar leitores e ser fonte de conhecimento. Não pode ser simplesmente, um local de depósito de livros. Mesmo que eles estejam dispostos em estantes e que a sala tenha um bom espaço físico, isto não é suficiente. Ela deve ser atrativa e cativante para o público tão exigente que são as crianças e adolescentes. Logo, ambientar esses locais, tornando-os acolhedores e agradáveis é uma boa estratégia para conquistar leitores.

ENCONTRO COM A POESIA: COM A PALAVRA, PROFESSORAS
Pesquisadora: Tamires Lacerda Machado
Orientadora: Drª. Cristina Maria Rosa.
No trabalho apresentamos resultados parciais de uma pesquisa envolvendo professoras que frequentam um curso de formação online. Iniciado dia 18 de abril de 2016, os temas tratados foram: Encontro com a poesia; A música das palavras; Imagens que os versos sugerem; O jogo com o significado das palavras; Quem fala?; Alguns tipos de poema; Gêneros híbridos, A poesia infantil no Brasil e Como planejar, realizar, registrar e avaliar uma unidade de leitura sobre poesia. Um dos gêneros do discurso literário ofertado às crianças na escola, a poesia é “luta amorosa com as palavras”, de acordo com Mario Quintana. Por suas peculiaridades ou recursos próprios – uma criteriosa seleção e combinação de sons, de ritmo, de melodia – a linguagem ou registro poético é profundamente necessário na formação do leitor. Para Machado (2014) “Poesia e infância se confundem” o que se pode comprovar através do gosto especial pelos ritmos, musicalidade, repetições, aliterações, assonâncias, onomatopeias que há em muitas das brincadeiras infantis. O foco da pesquisa foi identificar conhecimentos prévios dos integrantes do curso, a respeito do tema. A questão que representou minha curiosidade foi: O que é poesia para as professoras participantes do curso? As respostas foram colhidas em um dos exercícios propostos. Os procedimentos foram: a) seleção de um objeto de curiosidade (conceito de poesia); b) escolha de uma das tarefas em que este tema foi tratado; c) solicitação de autorização para uso do material produzido pelas professoras; d) leitura e seleção de trechos adequados à pesquisa; e) escrita das conclusões. Após a autorização das professoras e tendo substituído seus nomes, dei início à leitura das respostas enviadas para a tarefa número um – Encontro com a poesia. Nela havia a solicitação para que cada professor elaborasse uma autoapresentação e, indicasse quando, como e onde houve seu “encontro com a poesia”.
Resultados e Discussões: Oito professoras (57,14% do total), em resposta a primeira tarefa, evidenciaram seu “encontro com a poesia”. Percebi que a família – pais, mães, tias, avós, primas – foi a primeira referência de “encontro com a poesia” nas infâncias das professoras, contrariando a afirmação de Camargo (1999) para quem “a mediação familiar ainda é pouco significativa” quando se trata de apresentar o gênero a novos leitores. Todas, e aí sim, Camargo (1999) tem razão, mencionam também a escola, seus livros e professores exemplares, como co-responsáveis por seu gosto e conhecimento de poesia. Concluindo, posso afirmar que a parceria iniciada entre o poeta Luis Camargo e o Grupo de Estudos em Leitura Literária da FaE/UFPel – oportunizou um vínculo de qualidade. Apesar do volume de tarefas e da variedade de demandas, produziu, entre os envolvidos, uma reflexão a respeito do tema e da necessidade de desenvolvê-lo nos primeiros anos escolares.

O PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO EM JOVENS COM SÍNDROME DE DOWN
Pesquisadora: Maiara Kringel
Orientadora: Drª. Gilsenira de Alcino Rangel
O ensino da matemática prevê pré-requisitos necessários à construção do pensamento lógico, que podem ser aferidos pelas provas operatórias de Piaget. Para Weiss, as provas operatórias têm como objetivo principal determinar o grau de aquisição de algumas noções-chave do desenvolvimento cognitivo, detectando o nível de pensamento alcançado pela criança ou adolescente, ou seja, o nível de estrutura cognoscitiva com que opera (2003, p.106). A Síndrome de Down é uma condição genética que se institui no momento da divisão celular. Normalmente um indivíduo deve ter 23 pares de cromossomos, totalizando 46. Porém, se nesta divisão algum dos pais contribuir com um cromossomo a mais e este se acomodar no par 21, caracteriza-se a trissomia do par 21, que gera a Síndrome. Esta síndrome quanto ao aspecto cognitivo, normalmente possui um desenvolvimento lento, porém contínuo (RANGEL, 2010). Objetivos: Esta pesquisa teve por objetivo descrever e analisar a aquisição de pré-requisitos necessários ao desenvolvimento de relações matemáticas de jovens com Síndrome de Down. Para tanto, aplicou-se e analisou-se 4 diferentes provas operatórias de Piaget. São elas: conservação de quantidades, classificação, seriação e inclusão de classes. Métodos e procedimentos: Esta é uma pesquisa de cunho qualitativo e que, num segundo momento, será de intervenção. Inicialmente selecionaram-se 6 pessoas com Síndrome de Down, com idades entre 23 e 36 anos, de ambos os gêneros, alunos do Projeto de extensão Novos Caminhos desenvolvido na Faculdade de Educação da UFPel, para aplicar as provas operatórias de Piaget. Cinco deles são alunos da turma de alfabetização e um aluno da turma do avançado.As provas foram aplicadas individualmente em uma sala com a pesquisadora e registradas por meio de vídeos. Como materiais metodológicos utilizaram-se cartolinas coloridas, palitos de picolé e flores em EVA. Após a aplicação e de acordo com os resultados, serão planejadas atividades que favoreçam a aquisição destas habilidades.
Resultados e Discussões: Os resultados indicam que nas provas de conservação de quantidades e seriação a maioria teve um fraco desempenho; já nas provas de classificação e inclusão de classes a maioria mostrou um desempenho melhor. Conclusão: Com os dados obtidos percebeu-se que a maioria dos sujeitos não possui os pré-requisitos necessários ao desenvolvimento de relações matemáticas totalmente solidificados. Analisando os resultados, pretende-se dar continuidade a esta pesquisa planejando atividades de intervenção que favoreçam a aquisição de habilidades necessárias ao desenvolvimento de relações matemáticas.

OS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Pesquisadora: Tamires Jara Goulart
Orientadora: Drª. Gilsenira de Alcino Rangel
Este trabalho aborda a questão sobre a avaliação na educação inclusiva. A avaliação tem se mostrado um desafio para os educadores e essa insegurança pode afetar no desenvolvimento dos alunos. Há muito tempo se fala em inclusão e formas de preparar os docentes para receber alunos com algum tipo de necessidade seja ela física, intelectual ou social. Discute-se muito sobre o direito do aluno com deficiência ingressar nas instituições regulares de ensino. Mas, e a permanência desses, é garantida como? Será que as escolas se empenham em manter esse aluno da mesma forma que se empenham para cumprir a lei? Ou estão apenas cumprindo a lei sem problematizar a permanência e o desenvolvimento deste aluno? Levando esses aspectos em consideração, fica o questionamento sobre a avaliação: será que as formas de avaliar os alunos também progrediram junto com o debate que vem sendo feito sobre a inclusão?Objetivos: O presente trabalho visa analisar e descrever os processos de avaliação realizados em uma escola pública de Pelotas, a partir da visão dos professores, e se essas avaliações levam em consideração o ritmo de desenvolvimento dos alunos com necessidades específicas.Métodos e procedimentos: Este trabalho, de cunho qualitativo, caracteriza-se como um estudo de caso. Num primeiro momento são dois sujeitos, professores da rede pública municipal de Pelotas. A pesquisa utilizou-se de um questionário semiestruturado direcionado aos professores, visando à compreensão dos métodos de avaliação de acordo com a percepção dos mesmos. As perguntas foram relacionadas ao tempo de experiência na área da educação e os métodos de avaliação utilizados por eles com seus alunos com necessidades específicas.Resultados e discussão: Através da análise das entrevistas foi possível perceber a preocupação dos professores em adequarem seus métodos de avaliação às necessidades dos alunos com alguma deficiência, porém, na prática isso não tem funcionado. Eles admitem usar os métodos tradicionais de avaliação e compreendem que isso dificulta o desenvolvimento do aluno, mas seguem aplicando provas que, segundo os próprios professores, não fazem sentido. Os professores também utilizaram muito o termo “socialização” para se referirem aos alunos com deficiência. Uma das professoras chegou a afirmar que os alunos com deficiência estavam inseridos na escola mais para socializar do que para aprender propriamente. Conclusão: Observou-se que o tema avaliação inclusiva ainda é um desafio para os professores, visto que eles compreendem a necessidade de modificar os métodos de avaliação, porém não o fazem (ou não sabem fazer!), ampliando a distância entre o aluno com deficiência e o aprendizado. Com isso, além de dificultar o desenvolvimento do aluno, o professor acaba fazendo com que os alunos com deficiência se sintam incapazes de progredir no seu aprendizado, causando mais exclusão com métodos de avaliação que não condizem com as capacidades dos seus alunos.
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA ESCOLA REGULAR
Pesquisadora: Rafaela Engrácio de Oliveira
Orientadora: Gilsenira de Alcino Rangel

Introdução: A Sala de recursos Multifuncional é um serviço pedagógico que suplementa e/ou complementa o atendimento dos alunos da sala de aula regular. O serviço prestado pela sala de recursos multifuncional é feito nas escolas onde tem esta sala, que é equipada com materiais e recursos pedagógicos necessários para atender às necessidades dos alunos que a frequentam. Objetivos: O objetivo deste trabalho é descrever e analisar como se dá o trabalho de uma professora de sala de recursos multifuncional de uma escola estadual da cidade de Pelotas, no que se refere ao planejamento e aplicação das atividades propostas aos alunos que frequentam a sala. Métodos e procedimentos: A pesquisa que está sendo feita acerca da sala de recursos conta até então com uma entrevista semi-estruturada, com questões abertas, de cunho qualitativo feita a uma professora que trabalha em uma escola estadual, com foco principal nas questões que falam como funciona a sala de recursos, como se dá o atendimento aos alunos e como são planejadas as atividades que serão realizadas nos atendimentos com os alunos. Resultado e discussões: Os resultados indicam que, no tocante ao planejamento das atividades para os alunos, são conforme o planejamento do Atendimento Educacional Especializado. Quanto a quais são as atividades, estas estão de acordo com o que o aluno precisa. No que se refere ao contato com as professoras das salas regulares para o planejamento das atividades, observou-se que há este contato, que é uma via de mão dupla onde as duas passam uma para outra o que o aluno necessita. Sobre o contato que tem com as professoras das salas de aula regulares para falar sobre o desenvolvimento do aluno, seu contato é diário e permanente, indo na sala de aula, participando das reuniões pedagógicas e conselhos de classe. Com relação ao acompanhamento do aluno na sala de aula regular, é permanente, mantendo contato com as professoras para tentar resolver as dificuldades dos alunos. No tocante a ter ou não trabalhado com pessoas com Síndrome de Down, a educadora especial trabalhou em escola especial e agora na escola tem uma aluna. Sobre a importância da sala de recursos para os alunos que a frequentam, é fundamental e muito importante, os próprios alunos se sentem valorizados, além de pedirem auxílio por saberem que é um lugar onde quem tem dificuldades pode ir. Referente à avaliação do aluno, é modificada conforme os objetivos que ele tem que atingir, sendo que os objetivos têm que ser adequados, conhecer o aluno e planejar as atividades de forma adequada. Conclusão: Pode-se perceber, através da entrevista feita, que o atendimento nesta sala de recursos funciona, pois há um entendimento por parte de todos os professores e dos próprios alunos da importância que esta sala tem, uma vez que, ao possuir materiais adequados e professores especializados que saibam trabalhar com os alunos e com as mais variadas necessidades educacionais deles, fica bem mais fácil de fazer com que este aluno aprenda e alcance os objetivos que ele precisa para avançar em sala de aula.

17º Salão de Iniciação Científica da PUCRS: PET/Educação presente!

Intitulado O OLHAR DOS ADULTOS COM SÍNDROME DE DOWN SOBRE A VIDA ADULTA NA CIDADE DE PELOTAS, a bolsista Priscila Brock Barbosa apresentará um trabalho no 17º Salão de Iniciação Científica que ocorre na PUCRS, entre 03 e 07 de outubro de 2016. Sob orientação da Drª. Gilsenira de Alcino Rangel, o trabalho é mais um dos desenvolvidos no campo da Inclusão social e escolar.
A seguir, o resumo enviado e aceito:
Resumo: Este trabalho tem como foco principal entender e analisar as narrativas de adultos com Síndrome de Down(SD) sobre a vida adulta. Às vezes a sociedade não percebe que estes adultos com deficiência podem seguir uma vida como outra pessoa qualquer, apesar de suas dificuldades. E assim, as narrativas são essenciais para que possamos entender como eles se sentem dentro dessa sociedade, e como será que eles acham que a sociedade os enxergam. Para o seguinte trabalho foi elaborada uma entrevista semiestruturada, com perguntas abertas para a coleta dos dados. O embasamento teórico está alicerçado em Vigotski (1991) e Josso (2004). Os sujeitos da pesquisa foram 5 adultos com SD, com idades entre 27 e 33 anos. Os resultados indicam que muitos não sabem expressar exatamente o que é a SD, pois se sentem incluídos na sociedade e fazem coisas como outras pessoas que não têm a síndrome. Porém, alegam que algumas pessoas têm preconceito e que a sociedade deveria ver dentro deles. Ao perguntar sobre o que gostam e que não mudariam, responderam que gostam de suas vidas, da família, dos amigos, namorado(a), gostam de ser como são. Para terminarmos a conversa, foi lançada a última pergunta: Se pudesse mudar alguma coisa na tua vida, o que mudarias? Falaram que prezariam pelo respeito e que todos devem se respeitar. Acredito que essa pergunta foi e é fundamental para o desenrolar dessas histórias e desse trabalho, pois a partir dela torna-se mais fácil compreender o que realmente esses jovens sentem. Expressando a vontade de mudar, melhorar, estudar, evoluir e a preocupação com as pessoas, para que se tratem iguais, e sejam pessoas melhores a partir do respeito para com o próximo. Foi possível perceber o quanto as pessoas com SD podem ter uma vida tranquila, fazendo coisas normais como qualquer outra pessoa que não possui a deficiência. Notamos a partir de suas falas a vontade que eles desenvolvem ao cogitar um futuro melhor, sempre pensando no próximo, e que a sociedade seja capaz de olhar quem eles realmente são, conhecê-los por dentro, sem risadas ou deboches. Portanto, se eles se consideram incluídos nessa sociedade, por que ainda têm pessoas que nãos os aceitam e continuam agindo de forma preconceituosa? Acredito que a sociedade tem muito para evoluir ainda e acima de tudo aprender com esses jovens que são exemplos de vida e de respeito.

Outro trabalho aprovado é intitulado Síndrome de Down e raciocínio matemático, da pesquisadora Maiara Kath Kringel. Orientada pela Drª. Gilsenira de Alcino Rangel, a pesquisa teve por objetivo descrever e analisar a aquisição de pré-requisitos necessários ao desenvolvimento de relações matemáticas de jovens com Síndrome de Down. Para tanto, aplicou-se e analisou-se 4 diferentes provas operatórias de Piaget. São elas: conservação de quantidades, classificação, seriação e inclusão de classes. Esta é uma pesquisa de cunho qualitativo e que, num segundo momento, será de intervenção. Inicialmente selecionaram-se 6 pessoas com Síndrome de Down, com idades entre 23 e 36 anos, de ambos os gêneros, alunos do Projeto de extensão Novos Caminhos desenvolvido na Faculdade de Educação da UFPel, para aplicar as provas operatórias de Piaget. Cinco deles são alunos da turma de alfabetização e um aluno da turma do avançado. As provas foram aplicadas individualmente em uma sala com a pesquisadora e registradas por meio de vídeos. Como materiais metodológicos utilizaram-se cartolinas coloridas, palitos de picolé e flores em EVA. Após a aplicação e de acordo com os resultados, serão planejadas atividades que favoreçam a aquisição destas habilidades. Os resultados indicam que nas provas de conservação de quantidades e seriação a maioria teve um fraco desempenho; já nas provas de classificação e inclusão de classes a maioria mostrou um desempenho melhor. Com os dados obtidos percebeu-se que a maioria dos sujeitos não possui os pré-requisitos necessários ao desenvolvimento de relações matemáticas totalmente solidificados. Analisando os resultados, pretende-se dar continuidade a esta pesquisa planejando atividades de intervenção que favoreçam a aquisição de habilidades necessárias ao desenvolvimento de relações matemáticas.